Ausência de correntes e funcionários em plataforma do trólebus gera confusão

Usuários do Terminal Metropolitano de Santo André Oeste, no Centro da cidade, reclamam da ausência de correntes para organizar filas nas plataformas dos trólebus e de funcionários da Metra para dar respaldo aos passageiros. Conforme a população, o alto número de pessoas na área de embarque nos coletivos, principalmente nos horários de pico, tem gerado confusão.

Um dos pontos mais problemáticos é a plataforma da Linha 284 São Mateus. Diferentemente da maior parte do terminal, neste ponto, passageiros pagam a tarifa de R$ 4,30 nas catracas localizadas na entrada da plataforma e se organizam em filas para embarcar pela porta traseira dos coletivos.

A equipe do Diário esteve no local ontem, por volta das 10h, e notou grande quantidade de pessoas no local. Elizangela Oliveira, 36, corretora de seguros, usa o transporte para ir e voltar do trabalho. “Sempre tem ‘muvuca’ aqui. Lá para as 16h30 enche de gente. Já tive de pegar outro ônibus porque não consegui entrar no 284. As pessoas passam na frente e se atropelam quando o ônibus abre a porta”, critica.

O pior horário relatado pelos usuários para o embarque é observado por volta das 20h. Antônio Amaro dos Santos, 43, açougueiro, usa a linha todos os dias. Além da falta de organização por parte dos funcionários do terminal, Antônio também aponta a falta de educação dos usuários. “O povo não respeitava a fila nem quando tinha corrente, imagina sem. O ônibus estaciona e todo mundo corre para entrar”, conta.

Alzira Rodrigues, 67, doméstica aposentada, se assusta todas as vezes em que precisa utilizar o trólebus para São Mateus. “Eles (usuários) passam por cima, minha sorte é que eu entro aqui na frente. É uma loucura pegar esse ônibus”, lamenta.

Por meio de nota, a Metra informou que realiza teste com o objetivo de diminuir o tempo de embarque nos terminais. “Salientamos que a empresa tomou esta decisão apesar de os intervalos das linhas da Metra nos horários de pico serem bem menores do que outros sistemas.” Segundo estudos, o formato pode gerar redução de até 90 segundos nos embarques.

“Como é área de grande concentração de pessoas, as correntes podem criar incômodo para os passageiros. Sendo assim, a empresa escolheu o período de férias, quando a circulação é menor, para realizar os testes”, destacou a empresa.

Na tarde de ontem, entretanto, a equipe do Diário observou o retorno de correntes e funcionários nas plataformas.

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