A Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Caetano realizou nesta quinta-feira (29/9) audiência pública para prestação de contas do segundo quadrimestre de 2022. A plenária, realizada na Câmara Municipal, foi marcada pela transparência na explanação de despesas, investimentos e eficiência da gestão no setor. Além de prestar contas financeiras da pasta, a audiência apresentou informações sobre a evolução da aplicação de recursos nos últimos meses, custos ainda em consequência da pandemia, que trouxe a necessidade de ampliar atendimentos de consultas, exames e cirurgias que ficaram represados.
A secretária, Regina Maura Zetone, detalhou todas as despesas e ações executadas durante o período, que somam 33,58% de investimento até agosto, cerca de R$ 279,7 milhões, bem acima do mínimo (15%) exigido pela Constituição Federal. A evolução da aplicação em Saúde ao longo do segundo quadrimestre salta de 29,31% (2019) para 33,58% no exercício corrente, demonstrando a preocupação constante com investimentos em Saúde.
Fechamos o segundo quadrimestre com despesa inferior ao período anterior, com economia de R$5,5 milhões. “Ainda assim, investimos pesado em ações para ampliar em cerca de 10% o atendimento à população. A despesa total por habitante, até agosto, ficou em pouco mais de R$2 mil, sendo 86% custeados pelo tesouro municipal”, destacou a secretária.
Em julho, uma grande ação para equalizar as filas represadas durante a pandemia aumentou consideravelmente a prestação dos serviços ambulatoriais, que envolvem procedimentos clínicos de consultas, fisioterapias, tratamentos clínicos, odontológicos e especializados: todos tiveram grande evolução por conta das ações do ProSaúde Fila Zero. Observamos, por exemplo, aumento de 30 mil consultas, quase 10 mil tratamentos odontológicos e quase 6 mil fisioterapias a mais que o quadrimestre anterior.
Dados da aplicação de recursos da OSS (Organização Social de Saúde) Fundação ABC mostram redução de R$3 milhões com a folha de pagamento e aumento de R$3,5 milhões em medicamentos e material médico-hospitalar. “Nos últimos meses o aumento no custo de medicação chegou a níveis alarmantes, inflacionando diversas categorias, como os antibióticos e o soro fisiológico, por exemplo, que sofreram aumento de mais de 200%. Ainda assim, conseguimos reduzir o repasse do contrato em R$2 milhões”, acrescentou a secretária.
Sobre atendimentos de síndromes gripais, saímos de 12.017 em junho, quando houve novo pico, para 2.990 em agosto. “Semana após semana, estamos observando a queda de atendimentos, principalmente na carreta, o que nos motiva a encerrar os atendimentos exclusivos e utilizá-la para novas ações de promoção de saúde. A positividade para covid-19, que em junho era de 40,34%, está em 8,87%. A curva se inverteu: a cada 10 pessoas que fazem o teste, apenas uma positiva”, finalizou Regina Maura.
Durante o quadrimestre, a Secretaria de Saúde investiu em capacitações para equipes de Atenção Primária e especializada, equipes de vacinação, saúde mental, discussões clínicas entre médicos e gestores e rodas de temas variados, além de promover campanhas de prevenção a diversas patologias como câncer de cabeça e pescoço, hepatite, entre outras.
Gisele Lopes (MTb – 29.334)
30/09/2022
Fotos: Divulgação / PMSCS