Do caos à igualdade

José Auricchio Júnior enganou o povo e a classe política por muito tempo. Mas se esmerou no último ano de gestão. Tite Campanella, que era do grupo político de Auricchio até então (hoje é Auricchio quem não faz mais parte do grupo), tinha a certeza de que, como candidato a prefeito governista, herdaria, como ele mesmo certa vez comparou, um verdadeiro banco Safra. Quando assumiu, percebeu que Auricchio lhe deixou um Master. Mas os cães ladram, a caravana passa e eis que uma hora a verdade aparece.

Tite respirou fundo, colocou a cidade, que estava um caos, com uma dívida bilionária, nos trilhos e já começou a transformá-la. Sempre ouvindo o povo. Resultados? São Caetano do Sul obteve o melhor desempenho no Mapa da Desigualdade da Grande SP, pela Rede Nossa São Paulo e pelo Instituto Cidades Sustentáveis. O estudo inédito compara os 39 municípios da Região Metropolitana a partir de 40 indicadores de saúde, educação, segurança, habitação, transporte e mobilidade, infraestrutura, meio ambiente, cultura e pobreza, e trabalho e renda.

A cidade lidera com 29 pontos. Na outra ponta do ranking está Pirapora do Bom Jesus, com 17. O ranking confirma que cidades vizinhas apresentam realidades distintas com relação ao acesso a serviços públicos e à qualidade de vida. Entre as maiores desigualdades está a idade média ao morrer. Enquanto em São Caetano a expectativa de vida é de 76 anos (a maior do levantamento), em Francisco Morato a média é de 60 anos (a menor).

A queda sistemática dos indicadores criminais é outro destaque de São Caetano. Desde que o Smart Sanca foi inaugurado, em julho de 2025, não foi registrado nenhum homicídio na cidade, e em 6 dos últimos 12 meses o índice de roubo de veículos foi zero. Além disso, o sistema de videomonitoramento, com reconhecimento facial, já contribuiu na prisão de 222 foragidos da Justiça.

Saneamento universal (com 100% do esgoto coletado e tratado) e não possuir favelas são alguns dos demais fatores que impulsionam São Caetano no ranking.

O Mapa da Desigualdade da Grande SP foi elaborado com base em dados oficiais de órgãos como IBGE, DataSUS, Inep e Sinisa.

Contra fatos, não há argumentos.

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